Golpe da falsa central do banco: polícia alerta para Pix em "conta segura"

Golpe da falsa central do banco: polícia alerta para Pix em conta segura

O telefone toca, a pessoa do outro lado diz que é do seu banco, fala de uma "compra suspeita" e pede que você passe o dinheiro por Pix para uma "conta de segurança". Esse é o golpe da falsa central bancária, e a Polícia Civil do Paraná fez um novo alerta sobre ele nesta semana. A regra para não cair é simples: banco nenhum pede transferência para proteger o seu dinheiro.

O que aconteceu

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou orientações em 16 de outubro sobre o golpe, que continua fazendo vítimas. O criminoso entra em contato por ligação ou por aplicativo de mensagem, se apresenta como funcionário do banco e usa termos técnicos para parecer confiável. Ele diz que a conta foi invadida ou que o saldo corre risco e, para "resolver", manda a vítima fazer um Pix para outra conta. O dinheiro, claro, vai para os golpistas.

Em alguns casos eles também pedem senha e código de verificação, ou convencem a pessoa a instalar um aplicativo que dá acesso remoto ao celular. Aí o estrago é maior, porque o criminoso passa a mexer no aparelho como se fosse o dono.

Um detalhe que engana muita gente: aparecer o número oficial do banco na tela não prova nada. Os golpistas conseguem falsificar a identificação da chamada.

Por que isso importa para quem está em casa

Esse golpe costuma acontecer em casa, no meio do dia, com a pessoa sozinha e sem ninguém para perguntar "isso está certo?". Quem mais sofre são os idosos e quem não está acostumado com aplicativo de banco. Em 15 anos instalando segurança, vejo muita casa com câmera, alarme e cerca, mas com a "porta digital" aberta: o celular. Hoje boa parte do prejuízo entra por ali, sem ninguém pular o muro.

Como se proteger

  • Ligação suspeita? Desligue. Não discuta, não confirme dados. Espere alguns minutos antes de usar o telefone de novo.
  • Ligue você para o banco, pelo número que está no aplicativo, no site oficial ou atrás do cartão. Nunca pelo número que a pessoa passou.
  • Não faça Pix para "conta segura". Isso não existe.
  • Não passe senha nem código que chegou por SMS. Banco não pede senha por telefone.
  • Não instale aplicativo que alguém pediu por ligação ou mensagem.
  • Combine uma regra em família: ninguém faz transferência pedida por telefone sem antes falar com outra pessoa da casa. Vale colar um bilhete perto do telefone de quem é mais velho.
  • Ative os limites do Pix no aplicativo do banco, principalmente no período noturno. Se o golpe acontecer, o prejuízo fica menor.

Se o dinheiro já saiu

  • Avise o banco na hora e peça a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução do Pix). Ele pode bloquear o valor na conta de destino, mas não garante a devolução total.
  • Registre boletim de ocorrência, pela internet ou na delegacia, com comprovantes, valores, data, horário, números usados e mensagens recebidas.
  • No Paraná, informações sobre os suspeitos podem ser passadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.

Proteger a casa é fechar todas as entradas, inclusive as que não têm cadeado. Veja também os sinais que chamam a atenção dos criminosos em Como ladrões escolhem uma casa: 10 sinais.

Fontes:

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